Instalar Versões Concorrentes do LibreOffice (GNU-Linux)

Haverá ocasiões em que será necessário instalar versões concorrentes do LibreOffice, seja porque se necessitam de testes em macros, importação de formatos, controle de versão, etc. Passaremos a descrever como fazer a instalação em paralelo, no GNU-Linux.

1 – Antes de qualquer coisa, se você não está ciente da arquitetura de S. O. instalada na sua máquina, independentemente da própria, pois você pode ter um Sistema Operacional 32 bits instalado em uma máquina X86-64 (o inverso, não, é claro), abra o Terminal (Konsole no KDE, Gnome Terminal no Gnome…) e digite:

uname -m

Se a saída do comando for “x86_64“, você estará a rodar um sistema 64-bits. Ao contrário, se ecoar: “i?86” o seu S. O. instalado é 32bits.

2 – Baixe os fontes, por exemplo, as versões de desenvolvimento, a partir daqui; você deve baixar o pacote principal, e, se desejado, os pacotes de ajuda, idioma e SDK, bem como utilizar a linha de comando (CLI), para isso. O aplicativo wget poderá ser utilizado, para garantir, por exemplo, baixas segmentadas, como no comando abaixo:

wget -c mirror.vutbr.cz/tdf/libreoffice/testing/5.1.0/rpm/x86_64/LibreOffice_5.1.0.1_Linux_x86-64_rpm.tar.gz.

3 – descompacte-os para uma pasta temporária, sem recursão (utilize o parâmetro strip=N). Isto é fundamental, pois utilizaremos um método para extrair os executáveis a partir dos pacotes RPM ou DEB; – extraia-os, com este comando:

for i in *.gz ; do tar zxvf  $i –strip=2 -v ; done # strip=2 → suprime 2 níveis de recursão de pastas ;

Com o comando acima, utilizando o parâmetro strip=N, cada pacote compactado será extraído com aquele nível de subpastas suprimido, ou seja, trataremos a recursão inexistente até o nível 2 (2 pastas, a partir da pasta relativa. Então, para efeito prático, teremos até a subpasta 2 extraída para o diretório corrente);

4 – Expanda os aplicativos compactados
4.1 A partir de Pacotes RPM (Red Hat e similares):

for i in *.rpm; do rpm2cpio $i | cpio -id; done

4.2A partir de Pacotes DEB (Debian e derivados):

for i in *.deb; do dpkg-deb -x $i . ; done

Este último comando, tanto para Debian e derivados, bem como para a família RH, vai extrair os arquivos e vai criar duas pastas no local de extração, que seriam, se fosse feita a instalação normal, usr e opt. Vamos copiá-las para o nosso ambiente de trabalho; para isso, execute o comando:
5 cp -R opt ~ -v ; cp -R usr ~ -v;

6 – criamos um Elo (Linque) para o SOffice ou qualquer dos seus aplicativos para a nossa Área de Trabalho:

touch ~/”Área de Trabalho/LibreOffice.Altern.desktop” .
Copie e cole o conteúdo em azul, abaixo, para o atalho (abra-o com um editor, antes, claro) ou ainda, com o uso do comando echo, insira o contéudo destacado:

[Desktop Entry]
Comment[pt_BR]=LibreOffice Teste
Exec=/home/NomeUsuario/opt/libreoffice5.1/program/soffice GenericName[pt_BR]=LibreOffice Development
GenericName=LibreOffice Development
Icon=/home/NomeUsuario/usr/share/icons/hicolor/512×512/apps/libreoffice5.1-main.png

Name[pt_BR]=L O Dev 5.1
Name=L O 5.1 RC1
StartupNotify=true
Terminal=false
Type=Application
X-KDE-SubstituteUID=false

Pronto. Temos uma versão de testes do LibreOffice. Clique aqui para acessar instruções de instalação paralela para o S. O. Windows, e aqui, para instruções alternativas para este guia.

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