Construa O Seu Sensor De Nível De Caixa D´água — O Bastão De Coleta

O bastão de aquisição de dados ou simplesmente bastão de coleta é um dispositivo simples, feito a partir de um cano PVC e contendo 8 (oito) pontos de contato com a água, sete deles para detecção do nível do reservatório e o último como elemento comum, casando perfeitamente o número mágico para um cabo UDP e seus correspondentes conectores RJ48. O cabo pode ter qualquer extensão razoável, até, digamos, uns vinte metros distante do sensor, haja vista a queda de diferencial ser compensada pelos resistores, calculados com boa tolerância.

Sua conexão se dá via conector RJ48 fêmea e este contém os pontos de contato com a água. Esses pontos de contato devem ser bem isolados, para não dar falsos positivos, e devem ser proporcionalmente espaçados. A altura do bastão deve ser compatível com a altura da caixa, permitindo o seu fechamento e os pontos 1 e 7 devem estar, respectivamente, acima do esgotadouro da caixa, e pouco abaixo do ladrão ou do nível da boia, ambos levemente. Não há uma regra geral. Um pouco de tentativa e erro será necessário, já que não há uma caixa universal.

Croqui da caixa com o bastão de aquisição, para efeito de comparação.

O terminal comum (pino 8) percorre toda a extensão do bastão de dados. E cada nível corresponde a um pino do terminal RJ48; assim, será possível utilizar um cabo convencional UTP para a conexão e a codificação pode ser qualquer uma, mas recomendamos utilizar os TIA 568{A,B}, até porque os cabos são planos, não cruzados e podem, neste caso, ser reutilizados ou aproveitados de algum cabo sobrando.

568A plano

Procure deixar contato com a água, nos pontos de conexão {1:7}, o mínimo possível, para evitar falsos positivos.

Pronto; com esses pequenos macetes, temos o bastão de aquisição pronto para imersão e testes.

Construa O Seu Sensor De Nível De Caixa D´água — O Circuito

O circuito, como dissemos na apresentação do artigo, é bem simples. Feito a partir do gEDA, Suíte de Eletrônica gratuita e livre, podendo ser confeccionada a plaquinha final através do método térmico (o croqui em PDF desta já vem refletido, para isso). Dada a exiguidade do circuito, não dará trabalho a quem se dispuser a migrá-lo para o Eagle, KiCad ou qualquer Suíte Eletrônica, reiteramos. Vemos abaixo o circuito gerado pelo GSchem, módulo responsável, no gEDA, pelos esquemas, como sugere o nome.

Circuito gerado no GSchem, parte da Suíte de Eletrônica gEDA.
Circuito já transformado, renderizado no PCB, módulo de criação da PCI, na Suíte de Eletrônica gEDA

Placa PCI já renderizada, transformada, pronta para transferência térmica (no arquivo PDF fornecido, placas em tamanho natural).

Falaremos em seguida sobre o bastão de aquisição de dados, dicas de como construí-lo.

Construa O Seu Sensor De Nível De Caixa D´água — Detalhes da Construção

Este é um circuito bastante clássico. Há vários deles na blogosfera, apresentando desempenho e configuração similares; o que fizemos, a partir do circuito básico, foi criar uma PCI para ele (utilizamos o gEDA, mas qualquer um pode reproduzi-lo a partir do Fritz, do Eagle ou do KiCad, por exemplos, além do fato de fornecermos os diagramas e as placas prontas) e, aproveitando o fato de haver sete níveis de medida, adaptamos, na PCI, uma tomada RJ48 fêmea, assim será possível estender a leitura via cabo de rede convencional plano. Vemos, a seguir, o esquema padrão do sensor.

Como esse CI não permite o modo ponto, ou seja, após atingir o próximo nível, ele mantém aceso o anterior, fica a critério do usuário a simbologia da cor dos leds. No circuito atual, o led vermelho é o último (sétimo nível). No desenho original, vê-se, tem um buzzer, a indicar a capacidade máxima do reservatório. Optei por mantê-lo, até mesmo por que meu desenho contempla uma chave geral, para o circuito. Este buzzer pode se tornar irritante, por isso a chave geral.

croqui original do circuito do sensor
Circuito original do sensor. Como no original, o sétimo led é vermelho, no nosso circuito, a indicar a máxima capacidade do reservatório.

Este circuito é particularmente fácil de fazer, não só por dispor de poucos componentes, fáceis de adquirir, como apresenta uma vantagem adicional: não são necessárias adaptações de roldanas, como em circuitos que vi, anteriores a este (havia um circuito bem simples, mas com um potenciômetro. Ora, este tem um curso típico de 270º e a caixa apresenta, no azimute, 90º. Logo, seria necessário aplicar redução, via roldanas ou engrenagens, fragilizando e dificultando o projeto. Desisti).

Este tem um bastão, ligeiramente menor que a altura da caixa, onde se dividem proporcionalmente sete (7) níveis a partir do nível mínimo da caixa (forneceremos mais detalhes). E o cabo paralelo ajuda, pois podemos, dentro dos limites aceitáveis, estender a distância entre o coletor e o sensor. Vide croqui.

Croqui do circuito cabeado
Com o cabo de rede e conectores RJ48, podemos estender a interface, permitindo bastante flexibilidade ao projeto.

Faremos a tentativa de abrigar todo o conjunto numa caixa de alvenaria, com as furações dos leds e da saída de áudio do buzzer, claro, o que, além de conferir bastante estética, permitirá um maior controle. Uma chave geral parao pequeno aparelho também está prevista, pois recomenda-se não o deixar ligado direto, tanto pelo barulho do buzzer como pelo problema de deixar o material eletrificado dentro da água, o que acarretará sua vida útil menor (corrosão pelo azinhavre).

Construa O Seu Sensor De Nível De Caixa D´água — Apresentação

O aparelho que passaremos a descrever é barato, pequeno e bastante útil. Baseado num desenho já consagrado, o qual utiliza um chip bastante comum e barato, o ULN2004, que compõe uma matriz de sete amplificadores Darlington, permitindo a utilização, a partir de um terminal comum, de sete níveis escalonados.

Menu:

Detalhes Da Construção

O Circuito

Bastão De Aquisição, Detalhes Deste

Em Construção!

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Escolhendo Uma Linguagem de Programação: Por Que O Python?

Banner do PythonÉ essencial, em um mundo dominado por tecnologias, entender como elas funcionam. Saber sobre linguagens de programação, então, é um diferencial para quem sempre está em contato com a área de TI no trabalho. Convenhamos: esse conhecimento facilita muito trabalho no dia a dia de qualquer empresa e agrega muito a qualquer setor de desenvolvimento.

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Um exemplo que corrobora essa afirmação acima é o fato de que grandes empresas só contratam profissionais que tenham conhecimento em programação – especialmente em Python. Para quem deseja um lugar ao sol nas grandes corporações, mas acha que aprender a programar é muito difícil, temos uma boa notícia: Python é a linguagem que você está procurando. Apesar de completa, é uma excelente linguagem para quem está se aventurando agora no maravilhoso e fascinante universo das linguagens de programação.

Python é simples.

Ela é conhecida por características que a tornam ágil, objetiva e fácil de aprender. Por isso, é a mais indicada para quem está dando o primeiro passo em direção à programação. E é também por esse motivo que ela se tornou tão popular, principalmente entre as empresas.
Criada em 1991, por Guido Van Rosson, a linguagem Python possui um modelo de desenvolvimento em comunidade, aberto e sem fins lucrativos. É orientada a objetos. Seu principal público-alvo é qualquer pessoa que queira aprender a programar sem dores de cabeça; ou seja, é bastante famosa entre universitários, empresas e pessoas que planejam desenvolver projetos pessoais. Elencamos, a seguir, cinco motivos para você entrar para esse time e aprender a programar em Python agora mesmo. Confira!
O que torna o Python uma linguagem simples é fato dela ser uma linguagem de alto nível. Isso significa que você não precisa conhecer linguagens complexas, como C ou Assembly, para trabalhar com ela. Para programar em Python, a sintaxe usada é muito parecida com a que usamos para nos comunicar em língua portuguesa – e essa sintaxe pode ser aplicada diretamente ao código.
Também é simples porque exige menos código para a conclusão de tarefas básicas. Uma única linha de código é o suficiente para determinar uma sequência e montar uma lista, por exemplo. Além disso, é uma linguagem de fonte aberta e possui uma comunidade de apoio para seus desenvolvedores. Quer aprender do zero? ​Esse curso​​ é o ideal para quem deseja dar os primeiros passos em Python.

Python é diferenciado

Batemos muito na tecla de que Python é uma linguagem simples, mas nem por isso ela não pode ser usada em projetos robustos. Muito ao contrário: empresas como Google,
YouTube, Disney, IBM e NASA são gigantes do mercado que usam e abusam da programação em Python. As aplicações podem variar: ​back-end​ de sistemas web, ciência
de dados, ​machine learning, ​simulações, entre outros. Se você quer crescer junto com o mercado e fazer parte do desenvolvimento de empresas
desse porte, é essencial desenvolver suas habilidades em Python.

Python é multiplataforma

Essa é uma linguagem de programação que roda em diferentes plataformas. Isso acontece porque o Python é uma linguagem interpretada, e não compilada; ou seja, o código-fonte é
lido por um interpretador e convertido em código executável por uma máquina, basta ter um interpretador para compilar o código. Em linguagens compiladas, o código precisa ser
processados por um compilador para um formato específico. Saiba mais, ​clicando aqui​​, sobre como desenvolver aplicações comerciais para diferentes plataformas usando o Python!

Python é de fácil sintaxe

Programar em Python significa que um comando termina quando a linha acaba. Isso demonstra o quanto as regras e as exigências do Python são reduzidas. Uma linha de código é suficiente para executar tarefas que, em outras linguagens, precisa de três linhas, no mínimo. Usando Python, as chances de errar a sua programação são bem menores!

Python tem uma comunidade pronta para ajudar iniciantes

É de grande ajuda contar com a experiência de uma comunidade quando se está desenvolvendo um projeto, certo? Se o seu projeto envolver Python, saiba que essa comunidade existe: você pode ​acessá-la aqui​​ para tirar todas as suas dúvidas. Também é possível acessar ​documentações oficiais​​, produzidas por programadores durante o período de desenvolvimento da linguagem.
Dentre as características do Python, merecem destaque:

Orientação a Objetos – característica moderna das linguagens de alta produtividade, permitindo reaproveitamento de código, dentre outras vantagens;

Introspecção (característica que distingue o Python dentre outras linguagens: permite que objetos e funções exibam propriedades delas para o operador | programador);

Sintaxe fácil e elegante;

Endentação como parte da sintaxe – na maioria das linguagens modernas, a endentação consiste unicamente em estética. No Python, é parte da sintaxe e torna desnecessários os blocos com colchetes, parênteses, etc;

Tipagem forte – como toda linguagem moderna, o Python tem tipagem forte, permitindo um maior controle da declaração e descarte de variáveis; e

Tipagem dinâmica – o Python tem tipagem dinâmica, ou seja, posso declarar uma variável e só tipá-la e | inicializá-la quando necessário. Estas são algumas características do Python, em resumo.

Aproveite!
Agora você tem mais motivos para aprender a programar em Python. Se você optar por se manter atualizado para o mercado de trabalho e agregar esse novo conhecimento ao seu currículo, indicamos ótimos cursos abaixo! Bons estudos!

Módulo SisIMedia Abortando o LibreOffice: Como Resolver

O módulo SisIMedia, conforme já falamos bastante, inclusive mostrando como instalá-lo no Ubuntu, quer compilado, quer se o pegue a partir do sítio do Mageia, tem dado uma boa sobrevida aos micros com a placa Sis.
Ultimamente, um defeito inusitado chamou a atenção de mantenedores de micros obsoletos. Eu havia feito a adaptação, aparentemente bem sucedida, do módulo em uma máquina Philco. A cliente saiu do meu trabalho satisfeita, pois esta máquina representava um verdadeiro desafio, para ela:
Um amigo seu, proprietário desta, teve problemas com pragas digitais e estava quase desistindo da dita. Minha amiga, entusiasta GNU-Linux, se comprometeu a ajudá-lo, instalando o Ubuntu e prometendo ao dono do notebook (aquele típico notebook com placa Sis, HD de até 300GB e 4GB Ram, ainda melhor que meu CCE, com metade dessa Ram). Ela instalou o 16.04, por ser LTS. Deu problema no vídeo. Fizemos a abordagem dos módulos prontos (Aqui, a descrição). Funcionou de cara, aparentemente.
Mas não demorou muito para ela, a técnica, detectar um problema: após a instalação do módulo da SisIMedia, o LibreOffice não mais carregava. Abortava e forçava o D. E. a reautenticar. Sempre. Irritante, mesmo.
Ela me alegou ter certeza de que era o módulo. Disse-lhe que havia como isolar o problema: carregar o micro, no xorg.conf, com o Driver vesa (máximo de 1024X768, mas permitiria rodar o LibreOffice, se fosse o módulo acelerado).
Ora, com efeito, ao carregar o driver genérico, o LibreOffice iniciava seu logo e abria sua janela do Painel Central ou de uma aplicação.
Tentamos com o LibreOffice dos Repositórios, com a versão Vanilla, tomando o cuidado de instalar os pacotes de integração ao D. E. (libreoffice.<kde|gtk>, etc.); nada feito.
Saímos à cata de notícias, como Essa, sobre o problema.
Confirmado. Como eu possuo uma imagem do meu CCE, feita com o FsArchiver, pedi para testá-la no micro Philco.
Testamos. Mesmo problema; como no meu micro não se manifesta tal problema, penso ser algo relacionado com a revisão da placa de vídeo do Philco. Partimos a verificar.

Testando as Revisões das Placas

Ao emitir, na CLI, o comando

lspci -nnv | grep -i vga

Obtém-se, no CCE:

01:00.0 VGA compatible controller [0300]: Silicon Integrated Systems [SiS] 771/671 PCIE VGA Display Adapter [1039:6351] (rev 10) (prog-if 00 [VGA controller])
Subsystem: Elitegroup Computer Systems 771/671 PCIE VGA Display Adapter [1019:5050]

E no Philco:

01:00.0 VGA compatible controller [0300]: Silicon Integrated Systems [SiS] 771/671 PCIE VGA Display Adapter [1039:6351] (rev 10) (prog-if 00 [VGA controller])
	Subsystem: Elitegroup Computer Systems 771/671 PCIE VGA Display Adapter [1019:5055]

De fato, a Revisão da placa do Philco é diferente (5055), como se poderia depreender.

Cada solução meia boca que me apresentaram não contemplava utilizar a máquina de forma satisfatória. Sugeriram até remover o GLX (aí eu pergunto: por que raios eu uso um Driver com aceleração, mas a desabilito!??).
A solução: visitei o sítio do Mageia 6 e vi que tem novo Driver. Baixei-o e voila! Ver a tela do meu estimado L. O. foi um bálsamo.

Libre Logo

Baixe Aqui o módulo mais atual do Mageia. Basta descompactar o RPM (mesmo, com o Ark ou qualquer Gerenciador de Compactação) e copiar o arquivo para as paths corretas, substituindo o problemático.

Observar, no xotg.confa cláusula IgnoreABI, como vemos abaixo:

Section "ServerFlags"        
    ...        
    #  Option "ignoreABI" "True"        
    ...
EndSection

Pode ser necessário descomentar o Option, removendo a cerquilha, dependendo da versão do ABI do Xorg. Aqui, testado e resolvido.

Atualização Sis 671-72, Ubuntu 16.04 LTS (Módulo Compilado)

Esta atualização contempla a versão 16.04 LTS do Ubuntu e tem seus módulos fornecidos (já compilados) por Lucas Ferreira.

Presume-se funcionar nas versões anteriores e até mesmo em uma próxima atualização, não LTS. Lucas gentilmente nos cedeu os módulos já compilados, cabendo ao usuário apenas salvar o módulo apropriado (x86 ou x64) na pasta correspondente (forneceremos o comando, para isso).

Leia aqui, no Viva O Linux, o tutorial original, para detalhes. Se a sua intenção é só configurar a placa, pode seguir a partir deste tomo, mas é importante ler a discussão inicial, para se situar melhor, se quiser se aprofundar.

Baixe aqui a versão do Driver da SisiMedia, no Mageia; aqui a versão atualizada do SisCtrl e aqui o arquivo compactado, contendo estes arquivos nas paths corretas, o xorg.conf devidamente configurado, bem como o atalho para o SisCtrl. Os arquivos compactados atuais você baixa aqui.

 

Descompactando e Copiando Os Arquivos

Baixe os módulos (como citado, tanto existe a versão x86 como a 64bits (x86_64)). Extraia-os para uma pasta, de sua preferência, e, a partir desta pasta, emitiremos alguns comandos. Se seu Ubuntu não dispuser de arquivo apropriado para lidar com arquivos .xz,
emitiremos, inicialmente, o comando, no Konsole (forneça a senha, claro):
sudo apt update; sudo apt install xz-utils

Comande, a seguir:
tar -Jxvf sisimedia.tar.xz

Emitiremos, em seguida um uname -m, só para saber a arquitetura da máquina. O comando (em uma linha só!) a seguir vai copiar o arquivo com esta saída como critério:

sudo cp sisimedia-`uname -m`/sisimedia_drv.so /usr/lib/xorg/modules/drivers/sisimedia_drv.so

Em seguida, emita:
sudo cp xorg.conf /etc/X11/xorg.conf

O arquivo xorg.conf fornecido contém, a exemplo de antes, a diretiva IgnoreABI desativada. Nos meus testes, não foi necessário habilitá-la, mas, como está comentada, pode deixá-la assim. Veja a Seção ServerFlags:

Section "ServerFlags"        
    ...        
    #  Option "ignoreABI" "True"        
    ...
EndSection

Depois de copiados os drivers, emitimos o seguinte comando:

$ xrandr-q, obtendo esta saída a seguir:

Screen 0: minimum 640 x 480, current 1280 x 800, maximum 1280 x 800

default connected primary 1280×800+0+0 0mm x 0mm

1280×800 60.00*

1024×768 60.00

800×600 60.00

640×480 60.00

A imagem abaixo permite ver o SisCtrl em ação.

Imagem do micro CCE, já com os módulos corretos e com o XFCE como DM

Se o aplicativo não inicializar, mesmo estando com os atalhos apontando corretamente e na sua path, certifique-se de que o seu xorg.conf contém a diretiva do módulo:

Section "Device"
     ...
     Option "EnableSiSCtrl" "yes" 
     ...
EndSection

Boa sorte com a sua Sis671/72 e lembre-se de que continuamos a pesquisar e estamos à sua disposição para ajudar a sanar qualquer problema e | ou dúvida. Como esta versão é LTS, prevê-se boa estabilidade e antevemos um número menor de experiências malsucedidas. Mas, reitere-se, estamos aqui. Agradecemos ao Lucas e sugerimos que ele poste o resultado lá no VOL, para maior número de pessoas beneficiadas.
Viva o trabalho comunitário. Viva o GNU-Linux.

Fazendo BackUp Rapidinho De Seus Confs Em GNU-Linux.

Haverá ocasiões em que você precisará fazer cópia de segurança dos seus confs, ou seja, dos ini., .conf., fstab, arquivos de configuração de repositórios de pacotes da sua distribuição GNU-Linux. Nestas horas, dispor de uma rotina de bacukp é super conveniente. Poupa tempo e não precisamos ficar lembrando os arquivos de que devem ser salvos; e, caso necessário, basta adicionar à lista de backup, na própria rotina abaixo, o que deve passar a ser salvo, além, claro, dos que já figuram lá. Como está, a rotina detecta o tipo de distribuição da máquina, dividindo-as em dois grupos: RedHat ou Debian, ou seja, permite que salvemos seletivamente os arquivos destas duas principais famílias e também um conjunto de arquivos independentemente da família da distro, como os .ini e os .conf.

#!/bin/bash
March=`echo $MACHTYPE | cut -c8-13`
Mdia=`date +%Y%m%d`
arq=$HOSTNAME.confs.$Mdia.zip
com1="locate"
com2="zip"
para="-r -9 -@"
echo -e "\a\033[01;34mSalvando Dados no Arquivo\033[01;31m $arq \a\033[01;00mcom Arquitetura \033[01;31m$March\033[01;00m"
# localiza e salva os .conf e os .ini, etc
$com1 .conf | grep /etc/ | $com2 $arq $para >> $arq.log
$com1 .ini | grep /etc/ | $com2 $arq $para >> $arq.log
$com1 .rules | grep /etc/ | $com2 $arq $para >> $arq.log
$com1 .sh | grep ".sh$" | grep /home/morvan | $com2 $para $arq >> $arq.log
$com1 /etc/{fstab,default/grub,hostname} | $com2 $para $arq >> $arq.log
if [ $March != "redhat" ] ; then # Salva Dados de Debian Like
 $com1 /etc/apt/sources.list | $com2 $para $arq >> $arq.log
else # salva dados a la RH
 $com1 /etc/yum.repos.d/* | $com2 $para $arq >> $arq.log
fi
exit

Para utilizar esta rotina, basta selecionar o texto, copiar e colar, salvar, claro, tornando-a executável:
chmod +x bkpconfs.sh. E um lembrete: tente rodar como Root ou com uso do sudo, para prevenir que alguns arquivos não sejam salvos justo por problema de permissão. Se você vir, no Console, mensagem de permissão, é porque algum arquivo não pôde ser acessado. Poder-se-ia suprimi-la[s], mas é melhor que ecoe[m], para nos deixar cientes. Então, sudo nele. Bom proveito.

Atualização Sis 671-62 Para Ubuntu 16.04 LTS

Esta atualização contempla a versão 16.04 LTS do Ubuntu.

Presume-se funcionar nas versões anteriores e até mesmo em uma próxima atualização, não LTS.

Minha atualização não poderia ser mais acidentada, pois o meu velho CCE, o qual comprei sabendo dos percalços, justamente para testes, não só pela mal-afamada marca (há poucos dias, por sinal, tentei obter um firmware para este aparelho, na nova “holding” adquirente desta. Bom, é bom não precisar deles. O Atendimento foi sofrível, lacônico, antiprofissional. Ainda estou à cata. O note, além deste pequeno problema no firmware, também me teve queimada a ventoinha da UCP, daí a demora pra atualizar o tutorial, mas, como sou brasileiro, leia-se, desisto é figa, cá estamos. Ventoinha reposta e comecei os testes.

Bom, foi bem direto, fruto das experiências anteriores do tutorial. Tive que baixar os drivers atualizados do Mageia, de novo lembrando que estes drivers contemplam a arquitetura x64; para quem ainda utiliza o x32, o procedimento é similar. Apenas vai ter que baixar os drivers correspondentes, claro. Fornecemos um zip, como dantes, com o xorg.conf e os módulos do driver.

Leia aqui, no Viva O Linux, o tutorial original, para detalhes. Se a sua intenção é só configurar a placa, pode seguir a partir deste tomo, mas é importante ler a discussão inicial, para se situar melhor.

Baixe aqui a versão do Driver da SisiMedia; aqui a versão atualizada do SisCtrl e aqui o arquivo compactado, contendo estes arquivos nas paths corretas, o xorg.conf devidamente configurado, bem como o atalho para o SisCtrl.

Após a extração dos pacotes, executamos, já com a tela em 1280×800@60hz:
cat /var/log/Xorg.0.log | grep -i version
e obtivemos esta saída:

[ 28.012] X Protocol Version 11, Revision 0
[ 28.092] (**) Ignoring ABI Version → Diretiva no xorg.conf

[ 28.419] ABI class: X.Org Video Driver, Version 20.0
[ 30.420] ABI class: X.Org Video Driver, Version 20.0
[ 31.479] (II) [drm] DRM interface Version 1.4
[ 32.048] (II) SIS(0): Initialized SISCTRL extension Version 0.1
[ 32.048] (II) SIS(0): Registered screen 0 with SISCTRL extension Version 0.1
[ 32.558] ABI class: X.Org Video Driver, Version 20.0

Depois, emitíramos o seguinte comando:
$ xrandr -q, obtendo esta saída a seguir:

Screen 0: minimum 640 x 480, current 1280 x 800, maximum 1280 x 800
default connected primary 1280×800+0+0 0mm x 0mm
1280×800 60.00*
1024×768 60.00
800×600 60.00
640×480 60.00

Testando com o GlxGears

GLXGearsCom e sem ABI habilitado, obtivéramos as mesmas informações e as mesmas taxas de Frames Per Second. Ao executar, no Konsole, o glxgears, vimos esta saída:

libGL error: unable to load driver: sis671_dri.so
libGL error: failed to load driver: sis671


809 frames in 5.0 seconds = 161.611 FPS
840 frames in 5.0 seconds = 167.951 FPS


As mensagens de erro acima persistem e é indicativo de que o módulo da SisiMedia invoca o Sis671[_dri], porém, como das vezes anteriores, de modo não fatal, como se fosse um “hook” para aquele Driver. Recomenda-se utilizar o xorg.conf embutido no arquivo .zip fornecido e testar com ou sem a linha referente ao IgnoreABI, na Seção ServerFlags, comentada. Aqui, funcionou em ambas as situações, pois a versão do X coincide com a versão requerida do módulo ABI do Driver.
O arquivo com o atalho para o SisCtrl foi colocado, propositalmente, no diretório de propagação de configurações default do Sistema (/etc/skel). Basta copiá-lo de lá para a sua Área de trabalho e pronto. Para extrair os arquivos fornecidos, basta emitir, no console:
unzip -x <PathdoArquivo>/sisim1510x64.zip -d /
Com este comando, o unzip vai fazer uma extração com caminho absoluto, ou seja, tendo o Raiz ( / ) como ponto de partida (observe a barra, após o parâmetro -d). Se houver algum arquivo nos locais de extração, o unzip solicitará confirmação.
Por fim, crie o atalho a partir do diretório Skel com este comando:
cp /etc/skel/"SIS SisCTRL.desktop" ~/"Área de Trabalho/SIS SisCTRL.desktop"

A imagem abaixo permite ver o SisCtrl em ação.

Se o aplicativo não inicializar, mesmo estando com os atalhos apontando corretamente e na sua path, certifique-se de que o seu xorg.conf contém a diretiva do módulo:

Section "Device"
     ...
     Option "EnableSiSCtrl" "yes" 
     ...
EndSection

O arquivo contido no zip já tem a diretiva habilitada, por isso sempre o fornecemos. Ainda com relação ao arquivo de configuração, pode ser testada a opção IgnoreABI, caso o driver esteja em conflito com esta. Observe abaixo, a instrução comentada. Descemente-a, caso o driver refugue e reclame da versão da ABI:

Section "ServerFlags"        
    ...        
    #  Option "ignoreABI" "True"        
    ...
EndSection

Execute a extração dos módulos fornecidos no zip, de preferência via console, onde temos como confirmar e ver a interação do comando, depois, para testar, derrube o X ou inicialize.
Boa sorte com a sua Sis671/72 e lembre-se de que continuamos a pesquisar e estamos à sua disposição para ajudar a sanar qualquer problema e | ou dúvida. Como esta versão é LTS, prevê-se boa estabilidade e antevemos um número menor de experiências malsucedidas. Mas, reitere-se, estamos aqui.
Viva o trabalho comunitário. Viva o GNU-Linux.

Instalar Versões Concorrentes do LibreOffice (GNU-Linux)

Haverá ocasiões em que será necessário instalar versões concorrentes do LibreOffice, seja porque se necessitam de testes em macros, importação de formatos, controle de versão, etc. Passaremos a descrever como fazer a instalação em paralelo, no GNU-Linux.

1 – Antes de qualquer coisa, se você não está ciente da arquitetura de S. O. instalada na sua máquina, independentemente da própria, pois você pode ter um Sistema Operacional 32 bits instalado em uma máquina X86-64 (o inverso, não, é claro), abra o Terminal (Konsole no KDE, Gnome Terminal no Gnome…) e digite:

uname -m

Se a saída do comando for “x86_64“, você estará a rodar um sistema 64-bits. Ao contrário, se ecoar: “i?86” o seu S. O. instalado é 32bits.

2 – Baixe os fontes, por exemplo, as versões de desenvolvimento, a partir daqui; você deve baixar o pacote principal, e, se desejado, os pacotes de ajuda, idioma e SDK, bem como utilizar a linha de comando (CLI), para isso. O aplicativo wget poderá ser utilizado, para garantir, por exemplo, baixas segmentadas, como no comando abaixo:

wget -c mirror.vutbr.cz/tdf/libreoffice/testing/5.1.0/rpm/x86_64/LibreOffice_5.1.0.1_Linux_x86-64_rpm.tar.gz.

3 – descompacte-os para uma pasta temporária, sem recursão (utilize o parâmetro strip=N). Isto é fundamental, pois utilizaremos um método para extrair os executáveis a partir dos pacotes RPM ou DEB; – extraia-os, com este comando:

for i in *.gz ; do tar zxvf $i --strip=2 ; done # strip=2 → suprime 2 níveis de recursão de pastas ;

Com o comando acima, utilizando o parâmetro ‘-‍-strip=N’, cada pacote compactado será extraído com aquele nível de subpastas suprimido, ou seja, trataremos a recursão inexistente até o nível 2 (2 pastas, a partir da pasta relativa. Então, para efeito prático, teremos até a subpasta 2 extraída para o diretório corrente);

4 – Expanda os aplicativos compactados
4.1 A partir de Pacotes RPM (Red Hat e similares):

for i in *.rpm; do rpm2cpio $i | cpio -id; done

4.2A partir de Pacotes DEB (Debian e derivados):

for i in *.deb; do dpkg-deb -x $i . ; done

Este último comando, tanto para Debian e derivados, bem como para a família RH, vai extrair os arquivos e vai criar duas pastas no local de extração, que seriam, se fosse feita a instalação normal, usr e opt. Vamos copiá-las para o nosso ambiente de trabalho; para isso, execute o comando:
5 cp -R opt ~ -v ; cp -R usr ~ -v

6 – criamos um Elo (Linque) para o SOffice ou qualquer dos seus aplicativos para a nossa Área de Trabalho:

touch ~/Área\ de\ trabalho/LibreOffice.Dev.desktop

Copie e cole o conteúdo em azul, abaixo, para o atalho (abra-o com um editor, antes, claro) ou ainda, com o uso do comando echo, insira o conteúdo destacado:

[Desktop Entry]
Comment[pt_BR]=LibreOffice Teste
Exec=~/opt/libreofficedev6.3/program/soffice
GenericName[pt_BR]=LibreOffice Development
GenericName=LibreOffice Development
Icon=~/usr/share/icons/hicolor/512×512/apps/libreofficedev6.0-main.png

Name[pt_BR]=L O Dev 6.B1
Name=L O 6.B1
StartupNotify=true
Terminal=false
Type=Application
X-KDE-SubstituteUID=false

Pronto. Temos uma versão de testes do LibreOffice. Clique aqui para acessar instruções de instalação paralela para o S. O. Windows, e aqui, para instruções alternativas para este guia.