O IP (Internet Protocol) é um número que identifica uma interface de rede, de modo único, dentro de um ambiente de rede, sendo sempre formatado de modo pontuado, ou seja, ###.###.###.###, no caso do IPV4; no caso do IPV6, o sucessor do IPV4, não são mais 4 (quatro) octetos, e sim 8 (oito) grupos de quatro (4) dígitos em hexadecimal. O IPV6 estará a ser gradualmente implementado como o substituto natural e irrecorrível do IPV4; estes conviverão, por pouco tempo, através do recurso de “Dual Stack“, pois a simples substituição de um pelo outro é irreal e impossível e a utilização do IPV6, num mundo de multimídia, Internet Das Coisas, comunicação em tempo real, etc., o IPV4, mesmo com alternativas que atrasem a sua obsolescência, como o NAT, por exemplo, é iminente. Neste mini tutorial, à guisa de simplificação, falaremos sobre o IPV4, assim, os códigos de IP terão 4 (quatro) octetos. Cada octeto, por convenção, é representado decimalmente, no caso do IPV4, lembramos, mas, internamente, trata-se de um conjunto de quatro octetos binários, então cada octeto terá, no máximo, o número 254 (não desceremos a alguns cálculos, aqui, calhando a simplificação, mas o 0, mesmo sendo o primeiro número válido, é utilizado para identificar uma sub-rede e o 255 é utilizado para Broadcast de Rede, daí termos o limite até o número 254). Ainda à guisa de simplificação, não falaremos, detidamente, em Classes de IP. Abaixo, vemos imagem de um sistema computacional doméstico, onde um ‘Router’ faz o interfaceamento da Grande Rede para os hosts da residência:

Imagem NAT Provedor - Residência

Nesta figura, é possível ver que o Router doméstico atribuiu a cada Host da Rede um IP, com codificação 192.168.xxx.yyy, conhecidos como IP’s não roteáveis, isto é., são utilizados somente pela sua rede interna. Os Roteadores de Internet ignoram totalmente este tipo de IP, o que faz com que a rede economize grandes faixas destes. Este recurso é conhecido como NAT (Network Address Translator) e tem como adicional a proteção de sua rede, pois os computadores externos só verão o IP interfaceando para fora.

O IPV4 É atribuído ou pelo Sistema DHCP (quando é dinâmico) ou pelo operador da máquina (fixo, no caso). Em ambos os casos, pode ser mudado a qualquer tempo. No primeiro caso, IP dinâmico, o Sistema DHCP (Dinamic Host Configuration Protocol), fundamental, em uma rede mediana para grande, vai nos liberar da tarefa tediosa de atribuir “identidade” às máquinas. O número que é mais ou menos fixo é o MAC (Media Access Control), que é o código escrito no “firmware” da sua placa de rede, fixa ou “WiFi”. Este código pode ser mudado, por motivo qualquer, mas é fixo no sentido de que cada máquina tem o seu; é o “CPF” da sua placa de rede. Pode ser “mudado” a qualquer tempo, principalmente por quem utiliza GNU-Linux, já que não vai precisar de ferramentas de terceiros, para isso. Outra coisa. O IP da sua placa de rede vai aparecer um só, para quem utiliza um provedor e não tem IP fixo. Isto é, se alguém no seu provedor tiver o IP bloqueado, você também o terá, já que o IP do seu provedor é quem vai aparecer lá na moderação. Uma rede de computadores com DHCP pode ter vários IP’s, mas um só fazendo interface com o mundo externo, para economia de IP. Isto explica o porquê de você tentar baixar um conteúdo daqueles sítios com registro, mesmo que gratuito, pois estes fazem controle por IP. Um vizinho seu acaba de baixar todo o limite para aquele IP (externo, não o da sua interface; o do provedor); quando você tenta baixar algo, o sítio avisa que você simplesmente ultrapassou a sua quota! Na verdade, o IP monitorado fazia parte de um “pool” de IP´s e o seu provedor se identifica com apenas um IP externo.

O IP se tornou onipresente pela facilidade de implementação e por trabalhar de modo transparente como o seu complemento, o protocolo TCP, do qual falaremos a posteriori.

Anúncios