Mesmo que haja soluções gratuitas e livres, exemplo do [excelente] KiCad, defendemos a adoção do gEDA como ferramenta de produtividade em EDA pela sua potencialidade, pois o seu ciclo de desenvolvimento é bem mais concorrido.

O gEDA é totalmente livre e gratuito, lembramos, trazendo, assim, consigo, todas as vantagens inerentes à filosofia de S.L. e é, diferentemente dos pacotes comerciais, totalmente modular, o que onera bem menos o desempenho da sua máquina de produção, pois só se invocará o módulo necessário e quando conveniente.

Evolução o uso do EDA na eletrônica

Nos primórdios da eletrônica, principalmente a linear, há algumas décadas, assim como se deu com as Planilhas Eletrônicas, antes do surgimento do VisiCalc, de Dan Bricklin, os softwares de EDA (Electronic Design Automation) eram privativos das grandes empresas integradoras de soluções, tanto por serem muito caros (ainda o são, mesmo que um pouco mais acessíveis), como por rodarem em hardware dedicado, o que encarecia mais ainda os projetos e afastava o entusiasta/hobista, aficionado.

Relembrando, no caso das Planilhas Eletrônicas, até o surgimento do VisiCalc, era muito comum o aluguel de máquinas (normalmente, Mainframe) com o software de planilha para rodar a folha de pagamento, mesmo das grandes empresas, pois as Planilhas Eletrônicas eram tão caras que o aluguel era a única saída viável.

O VisiCalc, como se sabe, tornou as planilhas eletrônicas disponíveis aos “mortais”, via suas máquinas domésticas, e foi primeiro caso de um software alavancar a venda de um hardware, como se deu com o Apple II, do Bricklin.

O paralelo entre as duas soluções foi intencional, à medida que ambas tornaram o computador doméstico uma máquina de produção, ainda que (esta) pudesse ser utilizada para suas funções mais corriqueiras, inclusive para edutenimento.

Antes dos EDAS, os circuitos, tanto a captura quanto a prensagem da PCI, para quem não dispunha de hardware | software dedicados, eram feitos à mão, de modo tedioso, propenso a erros e de reprodutibilidade inviável, em se tratando de projeto caseiro, não comercial.

Não era incomum, além de a captura do esquemário ser feita manualmente, o usuário recorrer a técnicas bizarras quando necessitavam gerar a PCI a partir do esquema. Materiais como esmalte de unhas, e claro, acetona, para removê-lo após a imersão da Placa de Circuito Impresso em Percloreto de Ferro, caneta para escrever em CD´s e DVD´s e até, pasme, colas (“de sapateiro” e até goma arábica).

Uma alternativa (ainda disponível comercialmente), aqueles decalques com trilhas pré-formatadas, onde as colocávamos uma a uma, apesar de trabalhoso, o acabamento é bem aceitável); já em se tratando de um projeto misto, caseiro e com algum fito de lucro, as pessoas recorriam ao “Silk Screen” para a confecção das PCI’s, uma vez que este processo oneroso conferia àquelas a sua reprodutibilidade, gerando, a partir de um protótipo, várias prensagens.

Uma tendência atual para prensagem são os materiais fotossensíveis, vendidos em forma de kit. O acabamento costuma ser bem próximo ao industrial. Retomando o assunto do EDA, tudo mudou com o seu advento. Desde a captura do esquema até a prensagem final, o tanto o aficionado quanto o pequeno empresário poderiam sonhar com um projeto totalmente automatizado e de reprodutibilidade facilitada. E a um preço correspondendo a uma fração do preço daqueles softwares caríssimos da década de ´70, quando não gratuito e | ou livre, como no caso do excelente gEDA.

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